Diferencia entre revisiones de «TRÁFICO ESCRAVO; Transformações na Provincia de São Paulo»

De Dicionário de História Cultural de la Iglesía en América Latina
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Organizou-se para tanto, aqui no Brasil, por primeira vez, o criatério de escravos, por intermédio de familias escravas, estruturadas com este intuito ou pelo uso, cada vez mais especializado, de «escravos reprodutores», encarregados de pejar as escravas jovens.<ref>BEOZZO, José Oscar, A politica de reprodução da mão de obra escrava, en Vozes, LXXIV, jan./fev.1981, pp. 49-54.</ref>   
 
Organizou-se para tanto, aqui no Brasil, por primeira vez, o criatério de escravos, por intermédio de familias escravas, estruturadas com este intuito ou pelo uso, cada vez mais especializado, de «escravos reprodutores», encarregados de pejar as escravas jovens.<ref>BEOZZO, José Oscar, A politica de reprodução da mão de obra escrava, en Vozes, LXXIV, jan./fev.1981, pp. 49-54.</ref>   
  
A agonia do regime escravista e a transição para o trabalho livre na grande lavoura, encontram-se magistralmente retratadas no estudo classico de Maria Emilia Viotti da Costa, «Da Senzala ã Colònia»,<ref><ref>VIOTTI DA COSTA, Maria Emilia, Da Senzala ã Colonia, DlFEL, São Paulo,1966.</ref>ou ainda no trabalho de Robert Conrad, «Os ultimos anos da escravatura no Brasil».<ref>CONRAD, Robert, Os ultimos anos da escravatura no Brasil, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1975.</ref>
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A agonia do regime escravista e a transição para o trabalho livre na grande lavoura, encontram-se magistralmente retratadas no estudo classico de Maria Emilia Viotti da Costa, «Da Senzala ã Colònia»,<ref>VIOTTI DA COSTA, Maria Emilia, Da Senzala ã Colonia, DlFEL, São Paulo,1966.</ref>ou ainda no trabalho de Robert Conrad, «Os ultimos anos da escravatura no Brasil».<ref>CONRAD, Robert, Os ultimos anos da escravatura no Brasil, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1975.</ref>
  
 
==Transformações na Provincia e Estado de São Paulo==  
 
==Transformações na Provincia e Estado de São Paulo==  

Revisión del 23:24 9 abr 2020

Substituição do trabalho escravo por imigrantes europeus.[1]

“[. .. ] durante muito tempo geriu muitos aspectos da vida dos colonos italianos nas fazendas de café: desde os programas de introdução e a viagem até a coerção sobre o trabalhador livre, que o fazendeiro queria impor.

Subsidiando a viagem de imigrantes agricultores em familia, o governo da Provincia assegurava a vinda dos mais pobres, que dificilmente teriam condições de repatriamento e de se estabelecer por conta propria. As viagens transoceànicas em geral estavam muito aquém do que atualmente se considera direitos humanos: navios de imigrantes, às vezes, mais parecendo navios negreiros. A viagem de trem do porto de Santos até a Hospedaria de Imigrantes na cidade de São Paulo. Não raro, lembrava o transporte de escravos, havendo noticias de vagões serem fechados a prego ... A Hospedaria de imigrantes, embora moderna e oferecendo certa segurança para o imigrante e sua familia, parecia um mercado de escravos, ja que muitos facendeiros agiam com mentalidade escravocrata, esquecendo-se que estavam contratando gente livre.

A não compreensão das necessidades do imigrante italiano, que veio à procura de uma decente alimentação e habitação digna, com assisténcia religiosa. médica e juridica e escolas para os filhos é reflexo da escravidão. Se o filho de escravos não precisava de esco-la, por que o do imigrante as exigia? Se as construções precarias da senzala serviam para o escravo. por que não para o imigrante?

O fazendeiro de café custou a compreender, por exemplo, o sentido de familia, que o imigrante trouxe na sua bagagem cultural. Se antes ele determinava o que o filho ou a filha do escravo deviam fazer, agora encontrava resistència e os jovens abandonavam a fazenda à procura de melhores oportunidades. Cartas com as reclamações contra os fazendeiros não eram remetidas: se o eseravo não tivera direito, por que o imigrante o teria?

A mentalidade escravoerata também pode explicar a grita dos fazendeiros por sempre mais imigrantes, já que a oferta maior que a procura de braços garantiria salários baixos. Não era fácil acostumar-se ao pagamento de salario.”[2]

Se olharmos para o país em seu conjunto, podemos observar una «modernização» difusa que atinge mesmo as regiòes mais tradicionais. Por volta de 1890, os antigos engenhos de açucar no nordeste começam a sofrer a concorréncia de modernas usinas tocadas a vapor e os carros de boi cortam os canaviais para abastecer não mais os bangüês tocados a boi ou a roda dagua, mas os vagões da ferrovia, que transportam a cana para as usinas.[3]

O algodão do sertão mineiro e nordestino torna o caminho do Rio São Francisco em gaiolas a vapor e faz o transbordo para o trem em Juazeiro, seguindo dali pelos trilhos até o porto de Salvador na baia de Todos os Santos. Essa transição atingiu também as antigas relaçòes de trabalho, que regiam o relacionamento entre os livres pobres, agregados, moradores de favor e os donos de terra, nos interstícios da ordem escravista.

A tentativa de converter essas pessoas em assalariados, por exernplo, nas lavouras de algodão e sua expulsão das terras, para a entrada das usinas no lugar dos antigos bangüês, trouxe uma grande inquietação no campo, que culminou com o movimento de Canudos,[4]onde se concentraram os seguidores de Antonio Conselheiro.

Insegura, a Republica acossada por revoltas militares, pelo fortalecimento das tendèncias monarquistas e pressionada pelos grandes proprietãrios e politicos da Bahia, manchou-se de sangue nas campanhas genocidas contra Canudos, entre 1894 e 1897.[5]

Essa modernização das atividades tradicionais. açúcar e algodão, destinado ã exportação e ã crescente industria tèxtil e sua inserção no novo ciclo de acumulação capitalista, comandada pela industrialização, pelo uso da maquina a vapor, das ferrovias e navegação a vapor, atinge mais de cheio os novos eixos econòmicos: a borracha no norte do pais e o café no sul.

A extração da borracha, irrisoria até os anos 70 do século passado, ganhou impulso com as novas aplicaçòes do produto na confecção de seringas, Iuvas, botas, capas impermeaveis e sua aplicação na industria naval. A explosão do consumo aconteceu. porérn, com o seu uso na fabricação de pneumaticos para bicicletas e automoveis, a partir de 1890. Isto provocou uma corrida para o vale amazònico, região nativa da «Haevea Brasiliensis», de onde se extraía o latex.

Embora acorressem para a região muitos estrangeiros, ingleses, alemães, norte-americanos, sirio-libaneses, estes se instalaram nas cidades, de modo particular nos portos de Belém e Manaus, controlando as firmas de exportação e importação, as famosas casas de aviamento, bancos, linhas de navegação, serviços portuarios e serviços urbanos de agua, esgoto, iluminação e transporte.[6]O grosso da mão-de-obra recrutada inicialmente entre as populaçòes ribeirinhas, em sua maioria indios destribalizados, os tapuios, logo passou a vir das areas amazònicas adjacentes como o Maranhão e, em seguida, das zonas flageladas pela seca do Nordeste.[7]Meio milhão de nordestinos, de modo particular, cearenses, intemaram-se na Amazònia brasileira entre 1877 e 1912, o auge da corrida da borracha, liquidado pela concorrència das plantaçòes inglesas na Malasia e francesas na Indochina.

Entre 1901 e 1910, a borracha alcançou 28.2 do total das exportaçòes brasileiras, enquanto o café declinava de quase dois terços das exportaçòes, na década anterior, para 51.3 e os demais produtos tradicionais da pauta de exportaçòes brasileiras cafam a porcentagens extremamente modestas: açúcar (l ,2), cacau (2.8), algodão (2.1 ), fumo (2,4), couros e peles (4,3), mate (2,9). Na primeira década da ìndependència, entre 1821 e 1830, o açúcar representava 30.1 das exportações; o algodão 20,6: o café 18.4; couros e peles 13,6 e a borracha 0, 1%.[8]

O outro grande eixo de expansão econõmica era o café,[9]que avançara durante o império, com suas plantaçòes pelo vale do Paraiba fluminense,[10] e depois paulista, arrastando consigo sempre mais e mais escravos, trazidos da Africa ou importados das outras Províncias, depois da interrupção do trafico ou ainda arrancados do ventre das escravas, numa tentativa desesperada de prolongar o regime escravista.

Organizou-se para tanto, aqui no Brasil, por primeira vez, o criatério de escravos, por intermédio de familias escravas, estruturadas com este intuito ou pelo uso, cada vez mais especializado, de «escravos reprodutores», encarregados de pejar as escravas jovens.[11]

A agonia do regime escravista e a transição para o trabalho livre na grande lavoura, encontram-se magistralmente retratadas no estudo classico de Maria Emilia Viotti da Costa, «Da Senzala ã Colònia»,[12]ou ainda no trabalho de Robert Conrad, «Os ultimos anos da escravatura no Brasil».[13]

Transformações na Provincia e Estado de São Paulo

Os barões do café, elevados ã nobreza pelo imperador, sobretudo no ocaso do império e no seu declinio como classe social, formavam o sustentaculo maior do império escravista, que ruiu com a abolição da escravatura em 1888 e que, por isso mesmo, desembocou diretamente na republica positivista e liberal de 1889.

É, porérn, a conjunção de terras novas, tornadas acessíveis pela extensão dos trilhos, de café sem escravos e tropas de mulas, mas com ferrovias e imigrantes, que propiciou a saga cafeeira do oeste paulista, a partir da construção da estrada de ferro São Paulo Railway ,[14]ligando Santos a Jundiai (1868) e a posterior expansão para o norte e o oeste, por intermédio da Mogiana, partindo de Campinas para Ribeirão Preto: da Paulista, avançando por Rio Claro até Itirapina, Iati e ultrapassando mais tarde o rio Tietè na direção de Bauru e da Alta Paulista; da Sorocabana em direção a Sorocaba, Botucatu, Agudos, Ourinhos e, por fim, Bauru, Alta Sorocabana e norte do Paraná. De Bauru, em 1905, partiu a estrada de ferro Noroeste do Brasil, demandando o rio Paraná, o Mato Grosso, Corumba ã beira do Rio Paraguai e a Bolivia.

É num estado de São Paulo em plena transformação [...] na ultima década do século XIX. Essa transformação acontecia na hinterlândia, em terras novas, abertas pela primeira vez ã atividade economica, graças ã ferrovia, ao braço imigrante e a um produto, o café, do qual o Brasil chegou a deter 90% do comércio mundial, numa situação de virtua1 monopolio.

Esta nova cornbinação de café com ferrovia e imigrantes aconteceu de modo eminente no Estado de São Paulo, criando uma verdadeira explosão demografica e uma inesperada onda de prosperidade, acompanhada igualmente de seu cortejo de exploraçao, miséria e violència, sobretudo no campo do trabalho.[15]

A obra monumental de Taunay sobre o roteiro do café retrata o caminho percorrido pelo café e a civilização, que ele criou.[16]Para esa segunda expansão cafeeira, sem escravos, a figura central e o imigrante italiano,[17]que começa a comparecer nas estatìsticas em 1875, para se transformar bem depressa na mais importante corrente imigratoria, embalada pela grande alta de preços do café entre 1886 e 1890, quando seu valor mais do que dobrou no mercado internacional e gela expansão do crédito ã lavoura nos primeiros anos da Republica.[18]

Alguns dados permitem colher a relevância da imigração italiana para as lavouras de café de São Paulo. Zuleika Alvim em sugestivo artigo, «O Brasil italiano»,[19]indica que no periodo da grande imigração, entre 1870 e 1920, a lavoura cafeeira atraiu direta ou indiretamente, 2,5 milhòes de estrangeiros para o estado de São Paulo, de um total de 4,5 milhòes para o país. O impacto demografico sobre o estado de São Paulo foi enorme.[20]Sua população no inicio do século [XIX] era de apenas 200 mil habitantes, situando-o no quinto lugar entre as provincias. Em 1872, ãs vésperas da grande imigração, continua na quinta posição, com 837.354 habitantes, precedido por Pernambuco (841.539), pelo Rio de Janeiro (1.094.576), pela Bahia (1.379.616) e Minas Gerais (2.039.735).

As trasformações sociais e a inmigração estrangeira

Se olharmos para o pais em seu conjunto, podemos observar una «modernização» difusa que atinge mesmo as regiòes mais tradicionais. Por volta de 1890, os antigos engenhos de açucar no nordeste começam a sofrer a concorréncia de modemas usinas tocadas a vapor e os carros de boi cortam os canaviais para abastecer não mais os bangiìès tocados a boi ou a roda dagua, mas os vagoes da ferrovia, que transportam a cana para as usinas.[21]

O algodào do sertào mineiro e nordestino torna o caminho do Rio São Francisco em gaiolas a vapor e faz o transbordo para o trem em Juazeiro, seguindo dali pelos trilhos até o porto de Salvador na baia de Todos os Santos. Essa transição atingiu também as antigas relações de trabalho, que regiam o relacionamento entre os livres pobres, agregados, moradores de favor e os donos de terra, nos intersticios da ordem escravista.

A tentativa de converter essas pessoas em assalariados, por exemplo, nas lavouras de algodão e sua expulsão das terras, para a entrada das usinas, trouxe una grande inquietação no campo, que culminou com o movimento de «Canudos»,[22]onde se concentraram os seguidores de Antonio Conselheiro. Insegura, a Republica acossada por revoltas militares. Pelo fortalecimento das tendèncias monarquistas e pressionada pelos grandes proprietàrios e politicos da Bahia, manchou-se de sangue nas campanhas genocidas contra Canudos, entre 1894 e 1897.[23]

Essa modernizaçào das atividades tradicionais: açucar e algodào, destinado à exportaçào e à crescente indústria tèxtil e sua inserçào no novo ciclo de acumulaçào capitalista, comandada pela industrializaçào, pelo uso da maquina a vapor, das ferrovias e navegaçào a vapor, atinge mais de cheio os novos eixos econòmicos: a borracha no norte do pais e o café no sul.

A extraçào da borracha, irrisoria até os anos 70 do século XIX, ganhou impulso com as novas aplicaçòes do produto na confecçào de seringas, Iuvas, botas, capas impermeaveis e sua aplicaçào na indústria naval. A explosào do consumo aconteceu, porérn, com o seu uso na fabricaçào de pneumaticos para bicicletas e automoveis, a partir de 1890. Isto provocou urna corrida para o vale amazònico, regiào nativa da «Haevea Brasiliensis», de onde se extrafa o latex.

Embora acorressem para a regiào muitos estrangeiros, ingleses, alemàes, norte-americanos, sirio-libaneses, estes se instalaram nas cidades, de modo particular nos portos de Belém e Manaus, controlando as firmas de exportaçào e importaçào, as famosas casas de aviamento, bancos, linhas de navegaçào, serviços portuarios e serviços urbanos de agua, esgoto, iluminaçào e transporte.[24]O grosso da mão-de-obra recrutada inicialmente entre as populações ribeirinhas, em sua maioria indios destribalizados, os tapuios; logo passou a vir das areas amazònicas adjacentes como o Maranhào e, em seguida, das zonas flageladas pela seca do Nordeste.[25]

Meio milhào de nordestinos, de modo particular, cearenses, intemaram-se na Amazònia brasileira entre 1877 e 1912, o auge da corrida da borracha, liquidado pela concorrència das plantações inglesas na Malasia e francesas na Indochina. Entre 1901 e 1910, a borracha alcançou 28.2 do total das exportaçòes brasileiras, enquanto o café declinava de quase dois terços das exportaçòes, na década anterior, para 51.3 e os demais produtos tradicionais da pauta de exportaçòes brasileiras cafam a porcentagens extremamente modestas: açucar (l, 2), cacau (2.8), algodào (2.1 ), fumo (2,4), couros e peles (4,3), mate (2,9). Na primeira década da ìndependència, entre 1821 e 1830, o açucar representava 30.1 das exportaçòes; o algodão 20,6: o café 18.4; couros e peles 13,6 e a borracha 0, l.

O outro grande eixo de expansào econòmica era o café, que avançara, durante o império, com suas plantações pelo vale do Paraiba fluminense e depois paulista, arrastando consigo sempre mais e mais escravos, trazidos da Africa ou importados das outras Provincias, depois da interrupção do trafico ou ainda arrancados do ventre das escravas, numa tentativa desesperada de prolongar o regime escravista. Organizou-se para tanto, no Brasil, por primeira vez, o criatério de escravos, por intermédio de familias escravas, estruturadas com este intuito ou pelo uso, cada vez mais especializado, de «escravos reprodutores», encarregados de pejar as escravas jovens.[26]

NOTAS

  1. José Oscar BEOZZO, en Sancti Pauli in Brasilia, P.N. 2322, Beatificationis et Canonizationis Servi Dei Iosephi Marchetti Sacerdotis Professi Congregationis Missionariorum a Sancto Carolo (1869-1896). Segundo Perito Historico Padre José Oscar Beozzo, Positio Marchetti, I, pp. 52-108. (Proc., Vol. IV, pp. 1085-1118).
  2. PETRONE, Maria Theresa Schorer, Abolição e imigração italiana em Sáo Paulo, in BONI, Luis A. De, A Presença Italiana no Brasil, vol. II, Est. Porto Alegre, Fondazione Giovanni Agnelli, Turim, 1990, pp. 325-326.
  3. Sobre as transformaçòes da produção açucareira no Nordeste, cfr. GUACCARINI, J. C., A economia do açucar. Processo de trabalho e processo de acumulaçao, in FAUSTO, Boris, Historia Geral da Civilitação Brasileira, III-l, pp. 309-343: sobre as condições de trabalho nas usinas a vapor, cfr. LOPES, José Sérgio Leite, O Vapor do Diabo - O trabalho dos Operários do Açúcar, Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1976.
  4. Para urna interpretação do conjunto dos movimentos sociais e religiosos que agitaram os sertões nordestinos e as fronteiras entre Paraná e Santa Catarina, cfr. MONTEIRO, Douglas Teixeira, Um confronto entre Juazeiro,Canudos e Contestado, in FAUSTO, Boris (coordenador), Historia Geral da Civilitação Brasileira III. O Brasil Republicano II. Estrutura de Poder e Economia (1889-1930), Difel, São Paulo, 1975, pp. 42-92; para o relato da guerra de Canudos, cfr. CUNHA, Euclydes Da, Os Sertões, Cultrix, São Paulo, 1983³, ed. Cultrix; para um moderno balanço do significado de Canudos, cfr. LEYINE, Robert M., O Sertão Prometido - O Massacre de Canudos, EDUSP, 1995. Sobre o aspecto mais diretamente religioso de Canudos, cfr. OLTEN, Alexandre, Só Deus é grande - A mensagem religiosa de Antonio Conselheiro, Loyola, São Paulo, 1990.
  5. Nas paginas de "O Estado de São Paulo", Euclydes da Cunha publicava suas reportagens da guerra, convertidas depois no seu épico maior "Os Sertões".
  6. PRADO, Maria. Lígia Coelho - Maria Helena ROLIM CAPELANO, A borracha na economia brasileira da Primeira Republica, in FAUSTO, III/l, o. cit., pp. 285-307.
  7. Cfr. FURTADO, Celso, O problema da nido de obra – III. A transumãncia amazónica, en A Formação Economica do Brasil, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1969, pp. 137-143.
  8. PRADO, Maria, Lígia Coelho e Maria Helena ROLIM CAPELANO, A borracha na economia brasileira da Primeira Republica, in FAUSTO, III/l, o. cit., pp. 285-307.
  9. Cfr. STEIN, Stanley, Grandeza e Decadència do Café no Vale do Paraiba, Brasiliense, São Paulo, 1961.
  10. BEOZZO, José Oscar, A politica de reprodução da mão de obra escrava, en Vozes, LXXIV, jan./fev.1981, pp. 49-54.
  11. BEOZZO, José Oscar, A politica de reprodução da mão de obra escrava, en Vozes, LXXIV, jan./fev.1981, pp. 49-54.
  12. VIOTTI DA COSTA, Maria Emilia, Da Senzala ã Colonia, DlFEL, São Paulo,1966.
  13. CONRAD, Robert, Os ultimos anos da escravatura no Brasil, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1975.
  14. Sobre a expansão paulista em direção ao oeste e noroeste do estado, cfr. MONBEIG, Pierre, Pioneiros e fazendeiros de São Paulo, HUCITEC-POLIS, São Paulo, 1984 e, anteriormente AZEVEDO, Fernando De, Um trem corre para u oeste, Obras Completas, voI. XII, Melhoramentos, São Paulo. 2a ed. (s. d.).
  15. Sobre os contratos de trabalho na zona cafeeira e a imigração assalariada, cfr. HOLANDA, Sérgio Buarque, As colãnias de parceria, en HOLANDA, HGCB II/3, pp. 245- 260; PETRONE, Teresa Schorer, Imigração Assalariada, ibidem, pp. 274-298. Sobre o motim dos colonos contra as condições de trabalho na Fazenda Ibicaba:cfr. DAVATZ, Thomas, Memorias de un colono no Brasil ( 1850), Livraria Martins, São Paulo, 1941.
  16. TAUNAY, Affonso De E., Historia do Café no Brasil (XII tomos), DNC, Rio de Janeiro. 1939. Ha um resumo da grande obra, pelo mesmo autor: Pequena Historia do Café no Brasil, Rio de Janeiro, 1945.
  17. VANGELISTA, Chiara, Le Braccia per la Fazenda - Immigrati e "caipiras" nella formazione del mercato di lavoro paulista (1850-1930), Franco Angeli Editore, Milano, 1982; HOLLOWAY, Thomas H., Imigrantes para o café, Paz e Terra, São Paulo, 1984; GROSSELLI, Renzo M., Da Schiavi Bianchi a Coloni. Un progetto per le fazendas: Contadini trentini (veneti e lombardi) nelle foreste brasiliane, Parte IV, São Paulo 1875- 1914, Edizione a cura della Provincia Autonoma di Trento, 1991; CENNI, Franco, Italianos no Brasil - Andiamo in Merica ... 2ª ed. Facsimilar comemorativo do centenario da imigração italiana no Brasil, 1875-1975, Martins-EDUSP, 1975.
  18. Cfr. FAUSTO, Boris, Expansão do Café e Politica Cafeeira, en FAUSTO, Boris, Historia Geral da Civilitação Brasileira, III/1, o. cit., 193-248.
  19. ALVIM, Zuleika, O Brasil italiano (1880-1920), in FAUSTO, Boris, (organizador), Faier a America - A Imigraçtio em Massa para a America Latina, EDUSP, Memorial, FUNAC, São Paulo. 1999, pp. 383-417.
  20. BEIGUELMAN, Paula, A Formação do Povo no Complexo Cafeeiro - Aspectos Politicos, Pioneira, São Paulo, 1977².
  21. Sobre las transformaciones de la producción azucarera en el Nordeste. cfr. GUACCARINI, L. C., A economia do açucar. Processo de trabalho e processo de acumulação, en FAUSTO, Boris, HGCB III-l. pp. 309-343: sobre las condiciones de trabajo en las fábricas a vapor. cfr. LOPES, José Sérgio Leite, O Vapor do Diabo - O trabalho dos Operarios do Açucar, Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1976.
  22. Para una interpretación de conjunto de los movimientos sociales y religiosos en los sertãos del noroeste y las fronteras entre Paraná y Santa Catariana: cf. MONTEIRO, Douglas Teixeira, Um confronto entre Juateiro. Canudos e Contestado, en FAUSTO, Boris (coordinador). Historia Geral da Civilitaçào Brasileira III. O Brasil Republicano, II, Estrutura de Poder e Economia (1889-1930), São Paulo, 1975, pp. 42-92; para la guerra de Canudos, cfr. CINHA, E. Y. Da, Os Sertãos, Cultrix, São Paulo, 1983. 3a ed. Cultrix; para un moderno balance del significado de Canudos: cfr. LEYINE, Robert M., O Sertão Prometido - O Massacre de Canudos, Est, SP, 1995. Sobre el aspecto más directamente religioso de Canudos. cfr. OLTEN, Alexandre, Solo Deus é grande - A mensagem religiosa de Antonio Conselheiro, Loyola. São Paulo, 1990. La “Guerra de Canudos” (1895–1898) fue un conflicto entre el Estado de Brasil y unos 30 000 moradores que habían fundado una comunidad llamada Canudos en el noreste del Estado de Bahía. Todo concluyó brutalmente en octubre de 1897 cuando el ejército de Brasil tomó el poblado y masacró a casi todos sus habitantes. Se trató de la mayor matanza de civiles en la historia de Brasil..
  23. Cf. EUCLYDES DA CUNHA, Os Sertões (1902).
  24. PRADO, Maria. Lígia Coelho - Maria Helena ROLIM CAPELANO, A borracha na economia brasileira da Primeira Republica, in FAUSTO, III/l, o. cit., pp. 285-307.
  25. Cfr. FURTADO, Celso, O problema da nido de obra – III. A transumãncia amazónica, en A Formação Economica do Brasil, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1969, pp. 137-143.
  26. BEOZZO, José Oscar, A politica de reproduçào da mào de obra escrava, en Vozes, LXXIV, jan./fev.1981, pp. 49-54.

BIBLIOGRAFIA

BEIGUELMAN, Paula, A Formação do Povo no Complexo Cafeeiro - Aspectos Politicos, Pioneira, São Paulo, 1977

BEOZZO, José Oscar, A politica de reprodução da mão de obra escrava, Vozes, LXXIV, jan./fev.1981

BONI, Luis A. De, A Presença Italiana no Brasil, vol. II, Est. Porto Alegre, Fondazione Giovanni Agnelli, Turim, 1990

CINHA, E. Y. Da, Os Sertãos, Cultrix, São Paulo, 1983. 3a ed

CONRAD, Robert, Os ultimos anos da escravatura no Brasil, Civilizaçào Brasileira, Rio de Janeiro. 1975.

DAVATZ, Thomas, Memorias de un colono no Brasil ( 1850), Livraria Martins, São Paulo, 1941

FAUSTO, Boris, (organizador), Faier a America - A Imigraçtio em Massa para a America Latina, EDUSP, Memorial, FUNAC, São Paulo. 1999

FURTADO, Celso, O problema da nido de obra – III. A transumãncia amazónica, en A Formação Economica do Brasil, Companhia Editora Nacional, São Paulo, 1969

LOPES, José Sérgio Leite, O Vapor do Diabo - O trabalho dos Operarios do Açucar, Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1976.

MONBEIG, Pierre, Pioneiros e fazendeiros de São Paulo, HUCITEC-POLIS, São Paulo, 1984

MONTEIRO, Douglas Teixeira, Um confronto entre Juateiro. Canudos e Contestado, en FAUSTO, Boris (coordinador). Historia Geral da Civilitaçào Brasileira III. O Brasil Republicano, II, Estrutura de Poder e Economia (1889-1930), São Paulo, 1975

OLTEN, Alexandre, Solo Deus é grande - A mensagem religiosa de Antonio Conselheiro, Loyola. São Paulo, 1990


STEIN, Stanley, Grandeza e Decadència do Café no Vale do Paraiba, Brasiliense, São Paulo, 1961

TAUNAY, Affonso De E., Historia do Café no Brasil (XII tomos), DNC, Rio de Janeiro. 1939

VIOTTI DA COSTA, Maria Emilia, Da Senzala à Colonia, DlFEL, São Paulo, 1966


JOSÉ OSCAR BEOZZO